segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

E entretanto já passaram 6 meses...

Já não escrevo há algum tempo, parece-me ser agora a altura ideal para falar um pouco mais da minha transformação.

Na ultima publicação, estava em vias de iniciar a minha dieta sólida. Aos poucos fui introduzindo mais alimentos, primeiro pedacinhos bastante pequenos e bem cozinhados e gradualmente fui introduzindo a comida normal. 
Não foi muito fácil no inicio, pois as comidas raramente assentavam bem, toda a comida era demasiado pesada para o estômago. A carne mesmo que bem mastigada caía no estômago como uma pedra, os bróculos também não eram e ainda não são muito bem aceites, a sopa continua a ser a comida de eleição, embora a nutricionista tenha feito o reparo para não comermos apenas sopa só porque é mais fácil comer. 
Passou a ser muito comuns "os entalos" e quase sempre ficar com um grande mau estar. Por duas ou três vezes vomitei devido a comer mais que a conta ou um pouco mais depressa, o estômago tornou-se muito selectivo e deita fora apenas aquele bocadinho de comida que entrou a mais, ou muitas vezes apenas a saliva que se vai engolindo devido à má disposição.
Aos poucos fui aprendendo de novo a comer e a adaptar-me  a esta nova fase da vida e gradualmente foi-se tornando mais fácil.
Nesta fase é muito importante saber parar de comer, pois o cérebro continua gordo e consumista, com a tendência de querer comer sempre mais um bocadinho, ao primeiro sinal de alerta do estômago o melhor é mesmo parar, evitando assim as dores no estômago e os vómitos indesejados. Como me disse a endócrinologista: "você está certa que quer mesmo mudar? Vai ser operada ao estômago, não à cabeça..." o que se constata ser verdade. Será sempre uma luta cérebro/estômago, que só pode ser vencida quando ambos estiverem de acordo.

Com pouco mais de um mês retomei a minha actividade profissional, onde me tive de deparar com os típicos "caga sentenças", todos com mestrado e pós-graduação em dietas e muito entendidos em operações,  sabendo muito mais sobre a matéria que nós ou até mesmo mais que do médico:
"Agora tens que ter cuidado com a boca..."
"Agora vê lá se não te deixas emagrecer demais..."
"Olha que fulana ou sicrana já emagreceu demais, que começa a parecer uma velha..."
Por vezes há que engolir em seco, sorrir e voltar as costas ou mudar de assunto.

Com dois meses de sleeve já havia perdido 17 Kg, que foi comemorado com a primeira caminhada "no mato" como eu gosto. Efectuei a "Rota da Cereja" no Fundão, foi ainda um bocadinho difícil por ter declives bastante acentuados mas cada vez mais sinto menos dificuldades, não me sentindo tão cansada principalmente nas subidas...

Penso que nestas fotos já se nota a diferença, não?




Dois meses depois:
 



A partir do quarto mês o cabelo começou a cair, como o Dr. Pedro já me tinha alertado e explicado,deve-se à falta de zinco e por o  corpo sofrer uma mudança brusca devido à acentuada perda de peso. Liguei-lhe e ele receitou um complexo vitaminico "BariatricPlus", e retirou-me o protector gástrico que tomava desde a operação, visto me sentir bem e já não fazer sentido continuar a tomar.

Desde os quinze dias comecei a fazer caminhadas, no inicio cerca de 30 minutos e depois aos poucos fui aumentando gradualmente até fazer caminhadas no terreno, de 12 ou mais quilómetros. Para as complementar, em Outubro inscrevi-me no ginásio onde três a quatro vezes por semana iniciei a pratica de hidroginastica e hidrobike mantendo as caminhadas sempre que possível ou se o tempo o permitir, deslocar-me a pé para o serviço.

Entretanto já passaram seis meses, pelo caminho já ficaram 30 Kg, nota-se que o peso já desce mais lentamente pois neste momento já faço uma alimentação praticamente normal, apenas em quantidades muito reduzidas. É comum estar com imensa fome e comer duas colheres e pronto... já chega... passado uma hora já estou de novo com fome... 
Depois de meio ano a sopa continua a ser a comida favorita e que não me deixa desconfortável. Iogurtes e leite com cereais são comidas fáceis também, e se antes da operação não comia diariamente, agora fazem mesmo parte da minha rotina alimentar... 

Na consulta de avaliação dos seis meses, o Dr Pedro deu-me os parabéns pelos 30 Kg perdidos e por as analises estarem excelentes, por exemplo o colesterol tinha baixado de 235 para 188 sem qualquer medicação, uma noticia excelente, felizmente tudo continua no bom caminho. Levei apenas o raspanete por ter largado o Bipap da apneia, sem autorização médica, mas este foi sem duvida a pior parte de todo o processo, pois nunca consegui dormir mais de três horas com ele.

Os "caga sentenças" agora já dizem:
" Tás tão magra, já nem te conhecia..."
" Tás cada vez melhor mas olha que já está na hora de parar, ou começas a ficar magra demais... "
"O que fizeste? Foi por querer ou estás doente?"
Vamos ter que aprender a viver com estes comentários, mas o resultado final vale bem a pena.

É com grande alegria que entro numa loja e encontro a roupa que gosto, embora ache sempre que não me vai servir. É sem duvida uma grande felicidade constatar que passei dum 48 para um 42, e verificar que comprar roupa deixou de ser um tormento.

Até ao momento faria tudo de novo.

Deixo mais um antes e depois:




Seis meses depois:
















segunda-feira, 23 de julho de 2018

1º Mês de sleeve

No dia 7 de Junho, fez um mês que iniciei a minha caminhada.

Nem sempre foi fácil, mas pelo caminho já haviam ficado mais de 12 Kg e já se começa a notar. Aquela blusa que não gostava de usar porque delineava muito o estômago, já começava a assentar bem, o cinto já tinha um buraco de intervalo entre o antes e o depois e já conseguia pintar as unhas dos pés 😏são estas as pequenas conquistas que nos impulsionam a continuar e nos provam que todo o esforço está a valer a pena.

No horizonte começa-se a avistar uma nova alteração na alimentação... os sólidos... a ansiedade é grande...

Com disciplina, força de vontade e determinação, continuarei o meu caminho.


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Finalmente a "Pastosa"

O dia 01/06/2018, foi dia de mais uma alteração na minha dieta, finalmente iria iniciar a tão ansiada fase "Pastosa".

Durante a fase liquida já havia perdido 11 Kg.

Uma vez mais, reli o meu plano alimentar e à dieta que efectuava anteriormente posso começar a comer puré de batata, empadão, suflé, queijo fresco tipo "La vache qui ri", carne triturada e peixe bem cozido e desfiado, ovo (mas só a gema 😀). Posso também comer esparregado, legumes cozidos pouco fibrosos ou triturados, começar a comer iogurtes sólidos e a fruta cozida ou assada, ou crua, mas muito madurinha ou molinha.

O mundo começava a sorrir de novo...

A partir da 3ª semana, posso introduzir o arroz ou a massa bem cozidos.

Esta fase vem acompanhada de uma serie de novas recomendações:

- Uma boa mastigação;
- Não comer e beber ao mesmo tempo;
- Não beber 15 minutos antes da refeição e uma 1 hora depois;
- Não esquecer de beber pelo menos 1 a 1,5 litro de líquidos sem calorias, por dia;
- Fazer 6 a 7 refeições por dia;
- Iniciar novos alimentos gradualmente e avaliar depois como se fica em termos de conforto;
- Não usar especiarias, vinagre e margarinas;
- Iniciar caminhadas de pelo menos 30 minutos por dia;



A primeira refeição pastosa foi empadão de carne.
Das duas colheres iniciais, apenas comi uma. 
A segunda refeição foi uma batata cozida, uma gema de ovo e 2 ou 3 lasquinhas de peixe cozido, soube-me ao manjar dos Deuses, embora tenha ficado ligeiramente indisposta.




Nesta fase é muito importante ter a noção do momento em que se deve parar de comer, porque o cérebro e o estômago estão em discordância... o cérebro quer continuar a comer em nome dos bons velhos tempos, mas o estômago recusa-se a aceitar...


sábado, 9 de junho de 2018

Mais um passo...

No dia 18 de Maio, quase duas semanas após o sleeve, dei mais um passo na minha caminhada. Finalmente fui tirar os pontos, ou melhor dizendo, os agrafos. Confesso que tinha alguns receios, pensei que ia doer, mas foi tudo pacifico, um após outro foram retirados 24 agrafos, espalhados pelos furinhos da laparoscopia.




A cicatrização estava muito bem encaminhada e fizeram-me algumas recomendações: Não usar tecidos muito agressivos, lavar bem os vestígios de champô e gel de banho e usar um creme gordo nas cicatrizes, para não ficarem muitas marcas.

Estava a entrar na 2ª semana da dieta liquida e a expectativa já era grande, pois à dieta habitual, já podia adicionar um pouco de proteína às minhas sopas  (carne ou peixe), o que lhes iria conferir um novo paladar. Sentia muitas saudades de mastigar os alimentos e nem sempre era fácil confeccionar as refeições para a família, mas um dia a seguir ao outro e a balança dava o incentivo necessário, nesta altura já havia perdido 8 Kg.

Tudo correria com calma e tranquilidade, não fosse a diarreia inicial me provocar uma crise hemorróidal. Falei nisso à minha médica que me aconselhou uma pomadinha "Faktu" e passados uns dias já estava melhor.




Apesar da nutricionista me ter avisado para não fazer caminhadas na fase liquida, comecei a fazer pequenas caminhadas para me ir habituando, sendo também uma forma de me poder abstrair um pouco da situação.

Estava tudo no bom caminho.. :)


segunda-feira, 4 de junho de 2018

O Inicio de uma nova vida

Não posso dizer que esta fase tenha sido muito fácil, mas é a forma de seguir em frente em direcção ao objectivo. Comer com a família, vê-los fazer verdadeiros banquetes, enquanto nós vamos degustando lentamente os nossos 150 a 200ml de sopa (aguadinha) não é fácil, tal como não é fácil fazer entender a quem nos rodeia o quanto essa situação é incómoda, para alguém que gostava de comer, se ver agora inibido de o fazer. Devido a isso por vezes o "mau feitio" veio um pouco mais ao de cima do que normalmente.
Outra dificuldade é cozinhar para a família, lidar com os aromas e resistir a provar, mas sei que não  o posso fazer de forma alguma e aos poucos estas dificuldades vão sendo ultrapassadas.


 Optei por beber 150ml leite com um pouco de café (mistura) solúvel ao pequeno almoço, nos lanches da manhã e da tarde ia comendo iogurtes, fruta cozida triturada com a respectiva água, batidos e sumos de fruta, nas refeições principais comia sopa, onde tentava a maior variação de ingredientes, obtendo assim diferentes paladares. 


À ingestão destes alimentos deverão ter-se em conta algumas recomendações: 

- Os líquidos deverão ser bebidos em golinhos
- Fazer no mínimo 6 refeições por dia
- Evitar beber pela palhinha
- Evitar sumos de citrinos, kiwi ou ananás
- Se vomitar não comer nas 2 horas seguintes e começar depois lentamente, a beber pequenos goles de água.

Poderei dizer que não tenho fome, até que ao fim de 3 ou 4 colheres de sopa o estômago já começa a acusar comida a mais, mas também poderei dizer que mantenho a vontade de comer. Continua a surgir a sensação de "falta de algo",  que dantes originava o assalto ao frigorífico, mas que agora sei não ser possível, pois na vida nada se obtém sem sacrifícios, só com força de vontade e determinação conseguimos levar o barco a bom porto.

Ao final de uma semana após a operação já havia perdido 6Kg, esta perda de peso funciona como o motor que nos dá força para seguir em frente e fazer cada vez mais e melhor, seguindo exactamente o  plano como foi apresentado.

A parte cirúrgica aparentemente correu muito bem, apenas o intestino levou algum tempo a  adaptar-se à sua nova vida, o que originava por vezes umas idas de emergência ao WC.

No dia 14 de Maio fui fazer o penso à zona afectada e a cicatrização está no bom caminho, se tudo continuasse assim tiraria os pontos do dia 18 e será o virar de uma nova página.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Começar de novo

Comecei a despertar da cirurgia passadas 2, 3 horas, talvez...não sei... perdi por completo a noção do tempo. Ao longe ouvi alguém me dizer que já estava, e que tinha corrido tudo bem... voltei a apagar...

Voltei a ouvir "já está no seu quarto e na sua cama", mas continuei a dormir...


Já era noite quando realmente começo a acordar, com muitas dores no estômago e muita sede... muita sede... a mesma sede que me atormentava desde manhã. Pelos vistos só pedia água (disseram-me mais tarde). Ouvi uma  enfermeira dizer "Já lhe trago um bocadinho de água para molhar os lábios" mas que me lembre, nunca chegou.

Durante a noite, mesmo com uma equipa de enfermagem a atender todos os meus chamados através da campainha que me haviam colocado na mão direita, as dores e o mau estar intensificaram-se. Não foi a dor do estômago, que nessa altura já estava controlada, mas uma dor horrível nas costas por estar constantemente na mesma posição (de barriga para cima), e quanto a isso nada havia a fazer. Uma dor forte no ombro também não me deixava movimentar o braço, provavelmente devido aos cateteres por onde me alimentava e me era administrada a medicação. 
E o "Lasix"? Quando mo davam tinha que ter um escravo permanentemente para me ajudar a fazer xixi 🙂 Nunca fiz tanto xixi na vida 🙂.


No terceiro dia (quarta-feira), pude finalmente levantar-me e dar algum descanso às costas que tinham sido a minha verdadeira agonia. Já podia sentar-me no cadeirão e já tinha autonomia para ir sozinha ao WC, sempre acompanhada pelo "Boby" e pelo "saco das compras", o suporte rodado do soro e um saco de papel com o dreno.


A dificuldade deste dia, foi encontrar veias... O potássio que me estavam a administrar era muito agressivo e era necessário encontrar outros locais, fui picada várias vezes em vão...
A noite também já correu muito melhor, já conseguia dormir mais de 2 horas seguidas.

A partir do quarto dia (quinta-feira), já era uma pessoa diferente, as dores eram mínimas, apenas uma ligeira dor de cabeça que acusava a privação da cafeína, mas que passava após administração do analgésico. 

O astral estava em alta, porque já via perto o dia de regressar a casa. 
Recebi também a visita da nutricionista, que me levou o novo plano alimentar, que teria que seguir nos próximos tempos, e alguns conselhos a seguir para o resto da vida...
Meu Deus...
Embora já sabendo de antemão que não iria ser fácil, é sempre um choque...

A minha dieta liquida resume-se a três semanas a beber água de canja, fruta cozida e respectiva água, sopas passadas (mas assim mais liquidazinhas, estão a ver?)  🙂, podem também ser iogurtes líquidos e batidos. 


Esta quinta-feira também ficou marcada pelo facto de finalmente ir beber água, uma maravilhosa seringada de 20ml de água, que deveria beber em golinhos pequeninos, que se iria repetir de 2 em 2 horas.



Sexta-feira (quinto dia) a coisa melhorou significativamente...
Pude tomar o meu pequeno almoço... finalmente!
De entre uma enorme panóplia de escolhas, chá, leite ou café (cevada), pude optar por 70ml de leite com um bocadinho de cevada, e como me deliciei... bebendo golinhos pequeninos e devagar como me haviam ensinado, degustando como se do melhor petisco se tratasse.



Ao almoço refastelei-me com 70ml de uma agradável canja, no fundo de um copo, que não era mais que água fervida com sal e após o lanche de mais 70ml de leite com cevada, estava em condições de regressar a casa e iniciar uma nova etapa...

REAPRENDER A COMER...





segunda-feira, 21 de maio de 2018

Finalmente o grande dia

Domingo dia 6 de Abril, véspera da operação, era necessário iniciar uma dieta liquida para a preparação da cirurgia:

  • Leite magro
  • Chá
  • Sopa passada (mais liquida)
  • Sumos de fruta
e administrar-me uma injecção às 12 horas.

No dia seguinte apenas poderia beber chá às 7 horas, tendo que me apresentar na clínica às 10.30 horas.
Não posso dizer que o Domingo tenha corrido rápido, mas fiz tudo direitinho e no outro dia à hora marcada lá estava eu. Fui encaminhada ao quarto onde iria permanecer nos próximos 5 dias, quarto 22 - cama 2, um conjunto de 2 que iriam mudar a minha vida.


Mal cheguei, apareceu o Sr. Enfermeiro para começar a "tortura" :) 
Balança, picadelas para aplicação dos cateteres, tirar sangue para analises .
A aplicação dos cateteres tiraram-me desde logo toda a autonomia, "Bolas, eu ainda não estava doente e já tinha que ficar agarrada à cama :)" com a agulha espetada já dificultava pegar num livro para ler, não dava jeito a utilização do telemóvel e era uma tragédia ir ao WC, e o pior, uma sede insuportável que se iria manter nos dias seguintes... a única coisa a fazer era aguardar...

Pelas 15 horas apareceu o Dr. P... para saber como me sentia, "está quase" pensava eu...
Estava bastante ansiosa...


E lá fui, pouco passava das 16 horas... Lembro o tecto a passar, as luzes, a entrada na sala de operações e de duas enfermeiras a prepararem-me enquanto me faziam umas perguntas rotineiras.

Lembro também da anestesista chegar perto de mim, perguntar-me qualquer coisa que já não me recordo... e apaguei-me....



sábado, 19 de maio de 2018

A despedida


Estando consciente de que iria entrar num percurso pouco fácil, tanto fisicamente como psicologicamente, na semana antes da operação despedi-me da vida que tinha conhecido até então, isto quer dizer: pasteis de nata e bitoques, entre outras deliciosas iguarias. Não comi tudo o que desejaria e que me apetecia, mas confesso que dei umas facadinhas na dieta habitual.
Fui também ao cabeleireiro e à esteticista.




No sábado, fui passear à Figueira da Foz, lanchei um "Palmier Recheado" e jantei umas enguias fritas, regadas com vinho verde à pressão, nos Armazéns de Lavos.




Estava 100% consciente que seria a ultima vez que comeria daquela forma e que a partir do dia seguinte tudo iria mudar.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

A luz ao fundo do túnel...

Após a decisão de avançar para a cirurgia, comecei por fazer todos os exames que o Dr P.... me havia mandado fazer, e não eram poucos...

  • Provas ventilatórias
  • Estudo do Sono (Por causa das roncadelas :)
  • Analises
  • Ecografia abdominal
  • Endoscopia
Fevereiro, Março e Abril fui incansável a efectuar todas as consultas e exames que me foram propostos, chegando a passar quase dias inteiros na clínica.
Destes exames foi-me diagnosticado colesterol, gastrite cronica e hipopneia grave.


A hipopneia é a diminuição do fluxo de ar de 30% a 50%, durante o sono. Tinha um índice de 39, isto é, 39 pausas na respiração no período de uma hora. Comecei a dormir ligada a um "ventilador" (BIPAP), o que não se tornou tarefa fácil. A minha esperança é poder largá-lo assim que perder peso.

Com todos os exames efectuados, no inicio de Abril lá fui de novo ao Dr P..., orgulhosamente, por ter todos os exames direitinhos e finalmente dar luz verde para a marcação da operação, que ficou agendada para o dia 07/05/2018.